Sirano&Sorrindo

Brilhar como uma estrela, não como um vagalume.
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sono Conturbado.

Acordei muitas vezes durante aquela longa noite. Entres sonhos e delírios, olhei a hora no meu celular; ainda me restavam três horas de sono,pensei. E pensei que queria que restassem três dias, pelomenos. Dalí a pouco tempo me levanto,ainda com sono. Jogo um pouco de água no rosto só pra ter a certeza de que realmente acordei, e começa de novo mais um dia igual.
Na minha cabeça só toca uma música -talvez porque eu tenha ouvido ela a noite inteira- mais não era o ultimo romance, como de costume, mudei meu repertório. Tenho que parar com essa mania de sofrer. Essas músicas nostálgicas, essas coisas doloridas, eu tenho que parar com isso. Taí, o primeiro item da lista! Tenho que pensar agora nos outros,e como seguí-los. Mas, voltando a mim. Me arrumo rapidamente, vendo no espelho o mesmo rosto de tantos anos. Penso exatamente nessas palavras, e até aqui chego para escrevé-las. Eu sou um ser qualquer. Eu não me diferencio de ninguém, aparentemente. Eu cento na minha janela toda noite, eu vejo os aviões, eu tenho vontade de voar. Mas eu também tenho medo de cair, e não encontar o chão. A minha vida é uma balbúrdia,eu procuro as coisas dentro de mim e dificilmente encontro,ou encontro sempre oque eu já cansei de procurar. Mas como todo mundo deve ser assim,não é? Eu espero.
É uma subida íngreme, e eu ainda tenho medo de cair. Meus pés continuam longe do chão, e tudo é razão para justificar a falta de paz. Nunca tive medo de altura mesmo,talvez um dos poucos medos bobos que eu não tenho. Já se aproxima de mais um aniversário, qual será o presente da vida, dessa vez? Lembro-me bem do ano passado, do presente que eu recebi, que foi tão bom enquanto durou. E já vou eu de novo me ancorando mais uma vez no rio das lembranças, ele que é perene, que está sempre recebendo novas embarcação. Compara-se facilmente a um calendário, que se vira a página a cada mês.

A porta está aberta; pode entrar, seja bem vindo. A porta continua aberta; pode sair se achar correto-

Mas oque é o tempo se vivemos fora dele? E quem somos nós, se nos achamos tão imbatíveis? A consequência tá ai, ela vai acabar batendo a tua porta, e tu vai ter que atender. Ela não toca a campainha e sái correndo de pirraça -como fazia eu,no auge dos meus 8 anos- ela fica te esperando na entrada, até tu abrir e dizer um "oi". Ela só quer que tu aprenda a conviver com as tuas perdas, ela só quer te mostrar a imensidão do mundo em que tu vive. O tempo anda passando rápido de mais,guri, tu devia ter percebido a mais tempo.
Eu talvez não continue a mesma por muito tempo, eu talvez volte a afeição pelo impossível, de onde acho que nunca me fui inteiramente. Eu talvez pare de escrever talvez e escreva com certeza, eu talvez acerte o jeito de escrever.


- María Cavalcanti.

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