Sirano&Sorrindo

Brilhar como uma estrela, não como um vagalume.
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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Lentes de aumento

Apagaram-se as luzes,faltou energia. E faltou tanta coisa mais importante que a energia. Faltou o sono quando eu quis dormir pra esquecer o mundo, faltou o ar quando eu te vi,faltou saber onde você estava, faltou saber porque as coisas continuam assim, faltou saber se você ainda me amava ou se tava me faltando tudo mesmo. Não existe o certo e o errado, esses conceitos é você quem cria! Não adianta ninguém vir te falar que é errado beber, quando você quer tomar um porri porque tá na fossa, mesmo sabendo que vai perder a noção de tudo. O seu certo é o certo pra você, é impermeável. Só nós mesmo temos o poder de quebrar as correntes que nos aprisionam as nossas certezas, que muitas vezes se tornam os carrascos prontos pra nos cortarem a cabeça, e isso só nos acontece porque não nos damos conta do quão grande a vida é. Talvez a maior coisa do mundo não seja nada. Talvez oque hoje é pra você de um valor imensurável, na verdade, não passe de uma ilusão.
Nos temos lentes de aumento. A péssima mania de aumentar tudo que sentimos ou vimos, inclusive com as pessoas que nos cercam. E esse ato pode ser muito perigoso, pois, lentes de aumento não tem reversão. Idealizamos um ser perfeito que existe meramente na nossa imaginação em alguém, alguém tão real que talvez nem se dê conta que está sendo aumentado pelas lentes. E quando as lentes se partem o encanto acaba, vem a realidade, a diminuição do que costumávamos ver; mais não é a diminuição, é a real forma de como as coisas são. Alguns chamam de desencantamento, outros de ilusão e existem até os que chamam de paixão, querendo justificar que as lentes enganaram seus sentimentos. Eu prefiro chamar de amor. Ele que está sempre usando as lentes, quer queiramos, ou não. Ora aumentando os defeitos, ora as qualidades. A única restrinção que há é saber olhar atráves da lente e pelos lados dela também. Não se limitar a ver em aumento somente, e sim, descobrirmos a real pessoa por quem pretendemos entregar o nosso destino.



- María Cavalcanti.

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