E agora nos encontramos nós,em caminhos tão iguais mas em rumos tão diferentes. Caminhando a frente,caminhando cada vez pra mais longe um do outro. Hoje eu ainda vejo sua foto, ainda vou quase uma vez por semana ao mesmo lugar tentar encontrar alguma resposta sobre como você está,por onde você andou e até mesmo sobre onde eu ainda posso te encontrar. Nas minhas lembranças. Intacto como se nem o tempo, e todas as mágoas do mundo fossem capazes de apagar aquele sorriso que fanzia o nariz e apertava os olhos, me fazendo ter vontade de sorrir também. Mas agora já é tarde, meu amor. Foi você quem quis assim, foi você quem tapou seus ouvidos perante aos meus gritos na esperança de ouvir o tempo falar, e ele falou. Ele continua a falar sem parar, ás vezes falando de um jeito que eu não entendo, mas que no fundo aponta a direção certa a remar. Criei força pra colocar a âncora que me prendia as tuas águas, de volta pra dentro do meu barco. Mas não consegui sozinha,agora estamos em margens iguais,com desculpas similares pra essa falta de bom senso.
Agora sou eu quem tenho tanto pra te mostrar,tantas histórias novas que se eu te contar você nem vai acreditar. Pintei meu cabelo,cortei minhas unhas e comprei um relógio novo que me diz todo dia oque você sempre costumava repetir no meu ouvido. Mas você não está aqui pra ouvir. Mas você nem pode mais saber o quanto de mim ainda tem em você, pode ser melhor assim,vamos evitar o primeiro contato já que dele sempre surgiram os outros restantes. Não sei mais quem você é, nem por onde você anda. Não sei tão pouco como você se sente, não em relação a mim; porque isso é oque eu menos quero saber. Só queria por uma noite te ver de longe, sem que você me visse também. Queria acompanhar cada um dos teus passos cansados e ter a certeza que os teus olhos ainda dançam da mesma forma. Quisera eu. Quisera eu um dia crer nos teus olhos.
María Cavalcanti.
M²
Não estamos em busca da perfeição, e sim em busca da felicidade própia, sem depender de amores passageiros. Escrevemos exatamente o que sentimos e passamos em nosso cotidiano, tentamos de alguma forma passar conforto, o conforto de saber que após o as nuvens existe um céu azul, o simples conforto de saber que todas as dores são curavéis, é tudo questão de tempo, tudo passa, dores, amores, ex amores, tudo exatamente tudo passa. Então não vamos nos prender a nada, apenas nos nossos objetivos.
domingo, 20 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Hello, i'm here.
Talvez realmente a imagem da Julieta não possa se separar da imagem do Romeu. Eu aceitei isso, eventualmente. Porque realmente é difícil imaginar como seria a história se o Romeu tivesse tomado outro rumo, como por exemplo ter deixado a Julieta por outra ao invés de ter se matado. Sim,a história ainda teria um fim melancólico e chato, mais talvez não haveria uma necessidade tão grande de um pelo outro, como até no nome, que não pode ser desligado um do outro. Comigo é assim, está ficando, freneticamente irreversível. Porque eu sei, eu tenho a mais plena das certezas de que toda vez que eu fechar meus olhos você vai estar atrás das minhas pálpebras, sem nem que eu prescise fazer muito esforço, a memória acaba se renovando a cada vez que eu te vejo, ou mesmo, quando a saudades é grande demais e me faz ir atrás das tuas fotos. Talvez isso seja o mais próximo da felicidade. Talvez seja até mais do que eu esperava, no auge das minhas esperanças mais otimistas, talvez ultrapasse os meus níveis de bom senso.
Bom senso. Essa palavra não faz mais sentido, devo ter esquecido o significado dela, depois de tantos conselhos não aceitos e tantas novas saídas que surgiram na minha mente. Deve ter escorrido pelas minhas mãos durante o batuque de alguma música numa mesa qualquer. Cabe a mim encontrar seu paradeiro. Cabe a mim, antes de mais nada, encontrar o meu paradeiro. Eu gosto de observar as coisas acontecerem,sozinhas, sem nenhum tipo de intervenção minha, e isso ajuda muito, porque caso não dê certo, eu posso alegar que não tive participação nenhuma além de observadora. De fora as coisas parecem mais claras.
María Cavalcanti-
Bom senso. Essa palavra não faz mais sentido, devo ter esquecido o significado dela, depois de tantos conselhos não aceitos e tantas novas saídas que surgiram na minha mente. Deve ter escorrido pelas minhas mãos durante o batuque de alguma música numa mesa qualquer. Cabe a mim encontrar seu paradeiro. Cabe a mim, antes de mais nada, encontrar o meu paradeiro. Eu gosto de observar as coisas acontecerem,sozinhas, sem nenhum tipo de intervenção minha, e isso ajuda muito, porque caso não dê certo, eu posso alegar que não tive participação nenhuma além de observadora. De fora as coisas parecem mais claras.
María Cavalcanti-
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Foi-se o tempo.
Me sinto bem em amar. Mas amar,não só unilateralmente,amar num fluxo indeciso que ocila da esquerda pra direita,de cima pra baixo,sem nunca parar. Me sinto bem em amar o mundo,em amar um estranho na rua, me sinto bem de saber que posso devolver as pessoas o amor que me passam. Amarrando nomes ao pescoço,traçando linhas invisíveis em cada polegada de um corpo conhecido,tão bem conhecido que ás vezes me faz acreditar que as pessoas já se conhecem, de um outro lugar. Abro bem minhas narinas, teu cheiro ainda está em mim. Me sinto bem em respirar mais abruptamente,em olhar para os olhos e ser seguida com outro olhar. Mesmo sem meus óculos, sempre deixados em casa,sinto que eu posso ver tudo tão claramente, que ás vezes sinto que vejo demais, mais do que deveria. Esses mesmos olhos, andam tão maravilhados com oque veem que ás vezes teimam em não se fechar,me deixando muitas noites em claro,com pensamentos seguidos de rizadas,e apertos cardíacos.
Eu sei,não prescisa ficar me apontando! Algumas coisas se perderam,mesmo. Mas agora, aquele mesmo espelho reflete outra imagem. Os mesmos sentimentos,as mesmas mãos gélidas (pelomenos um par delas,ainda são as mesmas),os mesmos solavancos de emoção. Ou comoção. O drama ainda sou eu quem faço,sou eu quem ainda controla muita coisa por aí e por aqui,nada mudou. Alguém não mudou. Alguém se mudou de mim. Mas agora a placa que dizia "ALUGA-SE" foi retirada da fachada do meu prédio. Só um coração bate por mim,e ele agora é meu,tão meu que ainda pouco eu ouvi cada batimento dele. E o meu coração também está sobre outro domínio. Emprestado aqui no meu peito só pra eu poder viver,só. Rodeia-me uma aurora de paz,uma vontade de gritar,de chorar,me morrer de rir..
Só não penso em perder,já perdi de mais,foi-se o tempo.
María Cavalcanti-
Eu sei,não prescisa ficar me apontando! Algumas coisas se perderam,mesmo. Mas agora, aquele mesmo espelho reflete outra imagem. Os mesmos sentimentos,as mesmas mãos gélidas (pelomenos um par delas,ainda são as mesmas),os mesmos solavancos de emoção. Ou comoção. O drama ainda sou eu quem faço,sou eu quem ainda controla muita coisa por aí e por aqui,nada mudou. Alguém não mudou. Alguém se mudou de mim. Mas agora a placa que dizia "ALUGA-SE" foi retirada da fachada do meu prédio. Só um coração bate por mim,e ele agora é meu,tão meu que ainda pouco eu ouvi cada batimento dele. E o meu coração também está sobre outro domínio. Emprestado aqui no meu peito só pra eu poder viver,só. Rodeia-me uma aurora de paz,uma vontade de gritar,de chorar,me morrer de rir..
Só não penso em perder,já perdi de mais,foi-se o tempo.
María Cavalcanti-
segunda-feira, 7 de junho de 2010
A única exeção.

Ei,te conheço de algum lugar? Acho que sim,só não lembro de onde. As coisas sempre acabam se encaixando; o dia com o mês,a roupa com o corpo,tua mão na minha,teu jeito com o meu. Eu sou muito descrente de algumas coisas,ás vezes eu custo a confiar o bastante em algo pra ter a certeza completa de que aquilo realmente existe, que é concreto, e isso me fez tomar vergonha na cara e ver que além norte e do sul, existe o leste e o oeste,sempre alí apontando na tua búlsola. Ainda não descobri oque é, mas tem algo presente em cada milímetro do teu sorriso que me deixa incapaz de usar qualquer uma das minhas artimanhas. É algo que salta, que fala por si só,que desmorona toda e qualquer frieza existente em mim. Torna imóvel qualquer músculo e qualquer pensamento efêmero que insista em me rodear quando eu estou ao teu lado. Já me deram muitos nomes e muitas curas,fiz de tudo; tomei todos os analgésicos da minha gaveta mas nada foi capaz de deter essa compressão no meu peito cada vez que eu penso em ti. Talvez isso tudo seja na verdade algo tão simples,talvez isso seja o amor. O cansado,o mal tratado e tão mal faladado amor, em sua dose única e concentrada.
maríacavalcanti-
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Out.
" Tua vida era uma droga. Você foi minha droga. Só preciso ir embora. Há muito tempo eu devia estar longe, mas de tantas voltas acabei sempre parando no mesmo lugar. Andando em círculos,vivendo ciclos, criando vínculos. Deixa eu me desfazer destes laços, deixa eu me desprender dos teus braços, deixa eu, me deixa. (...) Tudo volta pro escuro e só posso dizer, fique com minhas fotos, se perca em minhas cartas, ouça minhas músicas, leia meus textos, mas, por favor, não olhe mais nos meus olhos. Eu deixei quase tudo pra você, sem esperar retribuições. Não é uma piada, mas se for, não tem a mínima graça. Tem alguém rindo? Você vê alguém rindo? Você está sorrindo? Se sim, devo estar surda, não ouço gargalhada nenhuma. Então segure sua respiração, amanhã será mais um dia sozinho, porque agora é cada um por si, porque agora não te procuram em mim, todo passo que você deu, o vento apagou, para que agora você possa andar sem se importar com o passado. Ô meu amor, sua chave não abre mais a minha porta, ô meu amor, desculpa ter que te deixar aí fora. Vai ser melhor assim. Você não pode ver, você não pode me ver. Não mudarei de calçada quando te ver passar, não desviarei meu olhar se por acaso ele te cruzar, não te responderei se você me chamar. Eu nunca fui fã de histórias criadas, por isso só as conto quando elas terminam.. quando foram realizadas. Existem duas saídas de emergência, existem dois lados, apenas na metáfora. Seu telefone não vai tocar. "
maría cavalcanti-
maría cavalcanti-
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Paixão cruel,desenfreada
"Em parte da minha inocência o amor ainda me parece como uma gaiola aberta,que mesmo aberta eu não quero sair,se algum dia tiver outra maneira de sair de lá espero que eu nunca saiba. Eu ainda esculto os teus sussuros no pé do meu ouvido e mantenho cada palavra guardada em mim.Só queria ver as coisas quando eu já não estiver aqui,quem cuidaria de você como eu cuidei ? Se o céu caisse sobre nós agora,desejaria que alguem me fizesse voltar pra livrar você dessa confusão.Eu ainda sinto o teu cheiro,mesmo você não estando aqui ao meu lado,eu ainda sinto isso,de alguma forma eu preciso apagar certas lembranças suas de dentro de mim,pra quando você se for eu não tenha coragem o suficiente de acabar comigo mesmo,fuja com meu coração,fuja com meu amor,fuja com minha esperança mais apenas não me deixe só,só por essa noite fale todas as coisas que eu necessito escultar ,continue a me segurar como jamais segurou.entrando no mundo real eu podia não pensar nisso, mais eu precisava me lembrar disso todos os dias(...)"
Lucas Silveira
Procurei,procurei..mas nenhuma das minhas tristezas cabe na alegria de te ter. Fica o texto de quem pensa como eu.
María Cavalcanti-
Lucas Silveira
Procurei,procurei..mas nenhuma das minhas tristezas cabe na alegria de te ter. Fica o texto de quem pensa como eu.
María Cavalcanti-
sábado, 22 de maio de 2010
My game, my rules.
Sete dias. É o tempo bastante para tudo se repetir novamente; mesmas discursões,mesmas caras,mesmos dias,mesma vida. Sempre, a mesma. Tenho certeza que já falei alguma vez sobre essas repetições diárias, mas nunca custa ressaltar novamente, já que tudo realmente gira em torno das mesmas coisas. Eu sou um briga. Eu sou uma flatulência pra mim mesma, eu ainda não descobri como tem gente que sabe conviver comigo. Eu sou arrogante,eu sou mais dura que uma pedra,dizem até por aí não vêem sentimentos em mim. Eu sou uma confusão. Penso de mais,falo de mais, falo sozinha, quando deveria falar para alguém, alguém que por sinal poderia ter resolvido todas essas confusões, mais que (in)felizmente acabou se tornando só mais um jogador frustado do meu jogo invensível. Ninguém nunca conseguiu chegar ao final. E não chega, porque talvez não exista o final; talvez seja uma inalcansável batalha que só cria mais dificuldade com o tempo,que foi munuciosamente cauculada para não deixar vencedores,que intimida os mais fortes, que ensina os que achavam que sabiam de mais. Eu com ceretza não sou oque você espera. A maioria das pessoas também não é oque as outras esperam,são depositadas muitas expectativas,muitos palpites,detalhes minúsculos do que não podem se medir. Mas a verdade mesmo é que ninguém nunca é exatamente oque deveria ser, não pelomenos pra alguém, sempre tem algum erro. Surge então a frase da minha vida,meu unico consolo; "Ninguém é perfeito." Eu só quero oque não é pode ser meu. Eu só gosto do complicado,do errado,do vazio. Não entendo essa minha necessidade de tocar a campainha quando eu sei que não tem ninguém em casa. Eu sou do tipo que infelizmente só aprende depois que quebra a cara (literalmente). As minhas confusões,só atraem mais confusões ainda,eu espero estar enganada. De novo.
María Cavalcanti-
María Cavalcanti-
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