E agora nos encontramos nós,em caminhos tão iguais mas em rumos tão diferentes. Caminhando a frente,caminhando cada vez pra mais longe um do outro. Hoje eu ainda vejo sua foto, ainda vou quase uma vez por semana ao mesmo lugar tentar encontrar alguma resposta sobre como você está,por onde você andou e até mesmo sobre onde eu ainda posso te encontrar. Nas minhas lembranças. Intacto como se nem o tempo, e todas as mágoas do mundo fossem capazes de apagar aquele sorriso que fanzia o nariz e apertava os olhos, me fazendo ter vontade de sorrir também. Mas agora já é tarde, meu amor. Foi você quem quis assim, foi você quem tapou seus ouvidos perante aos meus gritos na esperança de ouvir o tempo falar, e ele falou. Ele continua a falar sem parar, ás vezes falando de um jeito que eu não entendo, mas que no fundo aponta a direção certa a remar. Criei força pra colocar a âncora que me prendia as tuas águas, de volta pra dentro do meu barco. Mas não consegui sozinha,agora estamos em margens iguais,com desculpas similares pra essa falta de bom senso.
Agora sou eu quem tenho tanto pra te mostrar,tantas histórias novas que se eu te contar você nem vai acreditar. Pintei meu cabelo,cortei minhas unhas e comprei um relógio novo que me diz todo dia oque você sempre costumava repetir no meu ouvido. Mas você não está aqui pra ouvir. Mas você nem pode mais saber o quanto de mim ainda tem em você, pode ser melhor assim,vamos evitar o primeiro contato já que dele sempre surgiram os outros restantes. Não sei mais quem você é, nem por onde você anda. Não sei tão pouco como você se sente, não em relação a mim; porque isso é oque eu menos quero saber. Só queria por uma noite te ver de longe, sem que você me visse também. Queria acompanhar cada um dos teus passos cansados e ter a certeza que os teus olhos ainda dançam da mesma forma. Quisera eu. Quisera eu um dia crer nos teus olhos.
María Cavalcanti.

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